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25.5.16

As batidas do tempo...

“O tempo se mede com batidas. Pode ser medido com as batidas de um relógio ou pode ser medido com as batidas do coração. Os gregos, mais sensíveis do que nós, tinham duas palavras diferentes para indicar esses dois tempos. Ao tempo que se mede com as batidas do relógio – embora eles não tivessem relógios como os nossos – eles davam o nome de chronos. O pêndulo do relógio oscila numa absoluta indiferença à vida. Com suas batidas vai dividindo o tempo em pedaços iguais: horas, minutos, segundos. A cada quarto de hora soa o mesmo carrilhão, indiferente à vida e à morte, ao riso e ao choro. Agora os cronômetros partem o tempo em fatias ainda menores, que o corpo é incapaz de perceber. Centésimos de segundo: que posso sentir num centésimo de segundo? O tempo do relógio é indiferente às tristezas e alegrias.
Há, entretanto, o tempo que se mede com as batidas do coração. Ao coração falta a precisão dos cronômetros. Suas batidas dançam ao ritmo da vida – e da morte. Por vezes tranquilo, de repente se agita, tocado pelo medo ou pelo amor. Dá saltos. Tropeça. Trina. Retoma à rotina. A esse tempo de vida os gregos davam o nome de kairós.
Chronos é um tempo sem surpresas: a próxima música do carrilhão do relógio de parede acontecerá no exato segundo previsto. Kairós, ao contrário, vive de surpresas. Nunca se sabe quando sua música vai soar.”
(Rubem Alves)



24.5.16

Talentos

No oriente, conta-se a história de um monarca que querendo construir uma nova casa, convidou um de seus amigos que era construtor para fazê-la. 
Deu-lhe carta branca para usar os melhores materiais, ferramentas e trabalhadores. Entretanto, o construtor usou os materiais mais comuns e contratou os empregados mais baratos e desqualificados, que fizeram um trabalho medíocre e relaxado. Sem se preocupar com a qualidade dos materiais e do serviço, a nova casa do rei acabou ficando pronta. 
No dia da inauguração houve uma grande cerimônia na qual o monarca convidou todos os seus súditos. Chamou o construtor no palanque, abraçou-o em forma de agradecimento e num discurso disse olhando para seu amigo construtor: “Vê esta casa? Era uma surpresa que eu queria lhe fazer em nome de nossa amizade, eu lhe dou de presente, ela agora é sua”.

Essa história que é de domínio público e autoria desconhecida, há muitos séculos é utilizada nos sermões eclesiásticos, e bem ilustra o mau uso que o homem pode fazer das qualidades e talentos que adquire, utilizando-os de forma negligente e indiferente, esquecendo-se que suas ações poderão reverter em sua recompensa ou castigo.
E você, tem dado o melhor de si para construir a melhor casa?

(Moacir Willmondes)




22.5.16

Feliz dia do Abraço \o/

Mas o melhor do abraço não é a ideia dos 
braços facilitarem o encontro dos corpos.
O melhor do abraço é a sutileza dele.
A mística dele. A poesia.
O segredo de literalmente aproximar um
coração do outro para conversarem no silêncio
que dá descanso à palavra.
O silêncio onde tudo é dito sem que nenhuma
letra precise se juntar à outra.
O melhor do abraço é o charme de fazer com
que a eternidade caiba em segundos.
A mágica de possibilitar que duas pessoas visitem
o céu no mesmo instante. 

(Ana Jácomo)


19.5.16

Encantamento...

É na simplicidade que a gente encontra sentido pra vida.
É em olhar pro céu, em sentir um ventinho no rosto, 
em admirar um pôr do sol. 
São nas coisas corriqueiras que a gente vê
todo esse encantamento e se dá conta de que
o que preenche o nosso ser e colore a vida, 
não se compra. É de graça! É presente de Deus! 

(Elliana Garcia)


18.5.16

☔ ☁

Quando a tempestade cai, uns se trancam em casa, outros saem pra dançar na chuva. 
Quando a ventania aumenta, uns fecham a janela, outros vão soltar pipa. 
Quando a saudade castiga, uns choram no escuro, outros abraçam apertado. 
Quando as cartas estão ruins, uns saem do jogo, outros dobram a aposta. 
Quando o calo aperta, uns vão embora da festa, outros continuam a dançar descalços. 
Quando a bola chega quadrada, uns dão de canela, outros matam no peito. 
Quando um grande amor termina, uns perdem a esperança, outros seguem em frente. 
Quando o dia amanhece nublado, uns reclamam da sorte, outros desenham nas nuvens. 
Quando a vida propõe obstáculos, uns ficam pelo caminho, outros se tornam ainda mais fortes. 
E você aí? O que você faz?

(Rafael Magalhães)


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