Páginas

30.8.15

Um vento por dentro...

Desejo um olhar novo.
Um olhar novo para os dias indomáveis, 
para as saudades intransponíveis, 
para o desenrolar das horas normais. 
Que possamos encontrar alento na simplicidade, 
na possibilidade, na imperfeição. 
A vida tem sua própria personalidade; 
vai mudando tudo de lugar, 
mexendo aqui, reformando acolá... 
Sabedoria é aceitar esse humor variante que a existência tem, 
e tolerar tudo com paciência e jogo de cintura.
(...) Que possamos sentir esse 'vento por dentro'
 feito criança em noite de Natal. 
Que possamos nos encantar com as pequenas coisas, 
e a falta de tempo não abafe o que temos de melhor, 
que é esse sopro divino que nos habita 
e que poucas vezes nos permitimos sentir. 
Simplesmente sentir...

(Fabíola Simões)



28.8.15

A felicidade é dos simples...

Pode ter certeza que a felicidade não está num armário cheio de sapatos.
Nem mesmo na possibilidade de ir a várias festas com eles. 
A felicidade também não está nas roupas de grife, nem aquelas da moda. 
Nem pense em encontrá-la em ruas arborizadas, alamedas famosas.
E quem espera encontrá-la no muito, se surpreende com tão pouco...
É aquele gostinho de confiar no amigo ao lado.
De saborear a refeição mais simples e repetir o prato.
É ter a certeza de que seremos amigos para sempre.
Ainda que o sempre seja esta tarde.
Que importa o luxo se a vida não é um lixo?
Perdoando as ofensas e besteiras dos adultos que não cresceram.
Rir de tudo, porque nada é tão sério quanto o seu fígado.
E descobrir no abraço afetuoso de alguém, naquela hora de dor que felicidade 
é essa experiência única que nos proporciona o amor.
E ter a certeza que não perdemos, ganhamos, multiplicamos.
Sorrir de plena satisfação ao repartir o pão.
Ser a eterna criança que o Mestre chamou:
“Deixai vir a mim as crianças, porque delas é o Reino dos Céus” .
Felicidade é aquele sorriso ingênuo no rosto que diz que tudo é bom.
A felicidade é envelhecer no corpo e ser eterna criança na alma.
Ser feliz é um contentamento estranho com o que já temos, 
e a possibilidade de ainda dividirmos com quem mais precisa.

(Paulo Roberto Gaefke)



24.8.15

A coreografia da impermanência...

Costumamos esquecer que não podemos impedir a mudança; 
tudo dança a coreografia sábia e implacável da impermanência. 
Mas a música daquilo que verdadeiramente nos toca com amor, 
não importa o quanto tudo mude, e tudo muda, 
não deixa nunca mais de tocar e viver, 
de algum jeito, no nosso coração.

(Ana Jácomo)


22.8.15

Seja livre de tudo que não te ilumina...

Leia. Leia sempre! Alimente sua alma com aquilo que é fundamental. Leia poesia. Leia romances. Veja pássaros. Admire borboletas. Cultive flores. Ao final terá um jardim bonito.
Respeite. Respeite os mais velhos. Respeite os jovens. Os sábios. As crianças. Todos, precisamos de respeito. 
Quando estiver triste, cante. Quando estiver feliz, cante mais. Quando nada acontecer, cante também. Esse será um esforço diário para fazer de sua vida uma bela melodia.
Tente. E mesmo quando estiver cansado, tente. Um dia por teimosia, seus sonhos acontecerão.
Quando for necessário, chore. Sozinho ou acompanhado, chore. Lágrimas podem ser águas abundantes lavando a nossa alma. Não tenha medo de dizer: não sei, desculpe, perdoe-me, ajuda-me. Alguém irá ouvir e importar-se com isso. 
Demonstre emoções. Não guarde mágoas. 
Caminhe com os fortes. 
Perdoe ao perceber que sua fragilidade foi ferida. Um dia irá ferir alguém e precisará desse perdão. Seja livre de tudo que não te ilumina. 

(Ita Portugal)



19.8.15

Com o tempo aprendemos tantas coisas...

Aprendi com o tempo que é preciso fazer florir o deserto
que a vida nos dá. É preciso fazer nascer coragem onde
só há medo. É preciso criar sorrisos, mesmo quando as
lágrimas teimam em se fazer presentes.
É preciso falar de amor, mesmo em um tempo de guerras.

(Marcelle Melo)


16.8.15

Cada um sabe de si...

Cada um sabe de si. Das fronteiras que deseja ultrapassar no próprio tempo. Alguns querem voar, outros tem medo de altura. Alguns querem profundezas abissais, outros não saem da superfície do mar. Alguns preferem se aventurar durante o dia, outros preferem a inspiração do silêncio noturno.
Eu quero voar. Eu quero os parques ensolarados em fins de semana. Eu quero monopolizar a lua no céu. E da minha estrela abstrata na terra, quero o todo brilho. Quero conjugar os verbos que criei no presente e futuro mais que perfeitos. Mesmo não sabendo nadar, um dia quero mergulhar. Quero ter meu sorriso ensurdecedor mesmo banguela.
Sim, eu vou continuar crescendo. Mudando. Até o falecer da última célula. Do último suspiro sairá um beijo, uma prosa ou uma oração.
Felicidade para o maior número de pessoas. Respeito gratuito. Porque haverá uma dia em que a mudança não será permitida. E nesta hora seremos mais uma lembrança e nada mais. E algumas lembranças também morrem.


 (Jonathan Freitas)


12.8.15

Coisas para não esquecer:

Um sol nasce todas as manhãs
Uma rosa se abre em algum jardim
Um pássaro tece seu ninho.
Uma criança aprende a andar
E tudo pede apenas
um instante do seu olhar...

 (Sirlei L.Passolongo)



7.8.15

Cedro do Líbano...

Há uma árvore milenar e de crescimento interessante, é o cedro do Líbano. Essa árvore estampa a bandeira do país que dá seu nome e pode chegar a 40 metros de altura e mais de 10 metros de diâmetro no tronco. É muito utilizada nas edificações, dada sua resistência, beleza e o vigor de sua madeira, tanto que Salomão (rei de Israel, 971 a 932 A.C) o teria utilizado na construção de um grande templo, por considerá-lo símbolo de um reino justo e farto (Sl.72-16). Seu crescimento é lento, nos primeiros 3 anos, as raízes crescem pouco mais de um metro em busca de água no árido solo montanhoso do oriente médio, enquanto a parte visível para nós da planta alcança somente cerca de 5 centímetros. Essas raízes é que vão tornar a árvore resistente ao vento e ao calor das regiões altas em que normalmente se adapta. Quando essas raízes encontram uma rocha no caminho elas a “abraçam” e continuam a crescerem em volta dela, quanto mais agarradas à rocha mais firmes ficarão, fazendo com que a árvore alcance lençóis freáticos e não dependa diretamente de chuvas para viver. Apenas depois do quarto ano é que a planta começa a crescer mais rápido e se parecer com uma árvore. Somente após cerca de vinte anos é que finalmente ela apresentará seus frutos, um tipo de pinhão, mas que lhe permitirá perpetuar a espécie e se tornar a bela árvore descrita pelo profeta Ezequiel nos poemas bíblicos:

... um cedro no Líbano, de lindos ramos, de sombrosa folhagem, de grande estatura, cujo topo estava entre os ramos espessos. As águas o fizeram crescer, as fontes das profundezas da terra o exalçaram e fizeram correr as torrentes no lugar em que estava plantado, enviando ribeiros para todas as árvores do campo. Por isso, se elevou a sua estatura sobre todas as árvores do campo, e se multiplicaram os seus ramos, e se alongaram as suas varas, por causa das muitas águas durante o seu crescimento. Todas as aves do céu se aninharam nos seus ramos, todos os animais do campo geravam debaixo da sua fronde, e todos os grandes povos se assentavam à sua sombra. Assim era formoso na sua grandeza e na extensão dos seus ramos, porque a sua raiz estava junto às muitas águas... Nenhuma árvore no jardim de Deus se assemelhava a ele na sua formosura.”(EZ. 31.3-8)


Essa árvore é a mais perfeita representação da vida humana. Os crescimentos mais consistentes que temos na vida, sejam físicos, profissionais ou espirituais são os que se dão lentamente. Não deveríamos nos preocupar com os frutos inicialmente, mas tão somente em lançar nossas raízes no rumo certo em direção ao conhecimento e ao equilíbrio necessário à vida adulta. E, sobretudo, “abraçar” a rocha capaz de firmar nossos passos e nos tornar estáveis e belos por dentro e por fora: a fé, independente de religião.

(Moacir Willmondes)

“O justo florescerá como a palmeira; 
crescerá como o cedro do Líbano.” 
(Sl. 92:12)

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...
Real Time Analytics