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28.3.16

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E de vez em quando precisamos de um tempo. A nossa cabeça, o nosso coração, o nosso corpo, a nossa alma, precisam descansar, e este descanso só nós podemos nos dar, só nós podemos nos limitar, nos resguardar, nos privar de algumas coisas, e priorizarmos o que realmente nos faz bem.
A vida não é um mar de rosas pra ninguém, mas a beleza está naquilo que colocamos acima das nossas dores e problemas, além de termos um Deus tão grande e tão poderoso a nos cuidar.
Que sejamos livres no dia de hoje, que sejamos sábios e fortes, que sejamos nós, com erros e acertos, mas que sejamos gente de coração simples, e de uma tamanha fé.

(Cecilia Sfalsin)



27.3.16

Feliz Páscoa a todos!

A Páscoa serve para te lembrar,
que assim como Cristo ressuscitou,
ele espera que você:
Ressuscite também todo o amor contido,
Ressuscite a esperança,
Ressuscite a fraternidade,
Ressuscite a humildade,
A luz que dentro de ti se apagou,
O sorriso amigo que se perdeu,
A mão estendida ao seu irmão,
Ressuscite o perdão.

(Neidinha Borges)


Feliz Páscoa a todos!

24.3.16

Gratidão...

Que minha gratidão seja maior que meu ressentimento diante das adversidades. Que meu espírito saiba reconhecer os presentes por trás da rotina, e que na correria do dia a dia eu ainda possa me encantar diante dos pequenos gestos. Que eu esteja grato desde o primeiro espreguiçar da manhã, e que possa entender os desfechos do meu dia com serenidade ao cerrar os olhos. Que o meu semblante carregue não somente o pesar pelos infortúnios diários, mas que encontre motivos para sorrir ao primeiro vestígio de benevolência e paz. Que haja fé, apesar das tempestades. Que haja serenidade, apesar das turbulências. Que haja gentileza, apesar dos tropeços. E que permaneça a gratidão, sempre e em todo lugar...

(Fabíola Simões)


20.3.16

O outono...

Vem de mansinho
Folhas caem pelo chão
As flores...
Dão lugar aos frutos
Sementes...
Germinam na plantação

O orvalho da manhã mais frio
Polens...
Espalham-se ao vento
Folhas secas...
Tecem uma nova paisagem
O céu se torna mais cinzento.

As andorinhas
Partem em revoada
À procura do verão noutro lugar
O sol...
Adormece mais cedo
E num vermelho radiante
Veste de beleza única o horizonte.

A lua, mais cedo desperta
O encanto do dia dá lugar
A boemia da noite
E feito uma nova canção...
A natureza...
Escreve um novo enredo.


(Sirlei L. Passolongo)




É como uma Catedral, um Blog nunca está pronto!

18.3.16

Acostume-se...

Acostume-se com a ideia de que a maioria das nossas felicidades tem prazo de validade determinado; tais como as nossas tristezas. Somos feitos da alternâncias com prazos para ser e estar; e de urgências para nos definirmos. Por isso, aqui, seremos continuamente convocados a desfazer os nós, evitar os danos, reparar enganos, costurar amores, aprender com as dores, juntar os cacos, sentenciar de vida ou morte nossos planos, nossos laços, nossas bençãos. Entre as alturas, o chão; entre o fundo e a fossa, as alturas. 
As repetições nos ensinam tanto quanto, ou mais, que as novidades. Mas seja lá como for, nunca paramos. Acostume-se a isso. A natureza do ser humano é de travessia. Ponte que entre os balanços, escrevemos o sentido dos nossos capítulos passados e das nossas páginas futuras. Somos o conjunto das escolhas que nos escolhem para as direções dos nossos destinos. Acostume-se com a ideia de que há tão somente provisórios descansos; e que entre certezas e indecisões, medos, riscos, prisões, asas, abismos e céus, nos saberemos, mesmo que venhamos a esquecer quem somos logo no próximo degrau. 
A vida é um constante e inevitável lembrar-se de si. E que é nesta e por esta lembrança, em que cruzaremos novas portas, outros caminhos, outros olhares, e sobreviveremos às outras perdas, outras mortes e novos corações partidos. A firmeza da vida serve-nos justamente para trabalhar a nossa; e ela nos cobra caro se não fizermos dela uma passagem, pois do contrário nunca chegaremos a nós mesmos.
(Guilherme Antunes)


15.3.16

Serenidade...

Dê-me, Senhor, 
agudeza para entender, 
capacidade para reter, 
método e faculdade para aprender, 
sutileza para interpretar, 
graça e abundância para falar. 
Dê-me, Senhor,
acerto ao começar,
direção ao progredir
e perfeição ao concluir.

(Tomás de Aquino)



6.3.16

Nem tudo a palavra sabe dizer...

Toda vez que ousamos dizer o que sentimos nós aceitamos o risco de que o sagrado do sentimento seja banalizado. Vez em quando convém o silêncio, a convivência solitária que nos ajuda a desvendar o enigma que nos habita. Nem tudo o que sentimos é verdadeiro. O ódio, por exemplo, pode ser um amor disfarçado. O sentimento que nos parece tão convincente pode ser um impulso provocado pelas forças do instante. Somos vulneráveis às invasões de olhares, palavras, situações. E tudo isso passeia pelas nossas veias, viaja em nós. E por isso necessitamos da introspecção silenciosa. Só ela é capaz de desconstruir os equívocos que alimentamos, e expulsar o que não nos pertence. Não tenha pressa em publicar suas alegrias ou tristezas. Conviva com elas antes de colocá-las nas janelas da vida. Nem tudo a palavra sabe dizer. E ainda que saiba, nem tudo precisa ser dito.

(Fábio de Melo)


3.3.16

Nossos desertos...

Um dia, todo mundo tem que atravessar seus desertos.
Momentos onde a solidão se faz tão presente que parece ter um corpo.
A dor faz o tempo ficar lento, demorado, e tudo parece parar.
É neste momento, que o ser humano descobre o que são fardos,
os fortes encontram a escada que os fará subir,
os fracos se perdem em lamentações,
saem buscando os culpados...
Ai está a diferença entre passar pelo deserto e o permanecer nele.
Os que resistem, os que persistem, racionam a água,
caminham um pouco mais, dão um passo além das forças.
Os que desanimam, bebem toda a água do cantil,
esperam pelo milagre que não virá,
pois todo milagre é fruto de uma ação positiva.
Se hoje você está atravessando o seu deserto,
seja ele o mais seco do mundo, não importa,
em algum canto dele, você encontrará um oásis.
Na nossa vida, oásis são os amigos que não nos abandonam,
são aquelas pessoas desconhecidas que se preocupam com o próximo,
é a fé que todos nós temos e renova a esperança.
Mantenha a racionalidade e uma certeza: você vai atravessá-lo!
Não desista de nada, não desista de você!
A poeira vai abaixar, a tempestade vai passar,
e depois de tudo, o sol vai brilhar por você.
A esperança é essa brisa que sopra seus cabelos,
e a força que nos empurra para a vitória,
é o amor de Deus que nunca nos abandona.

(Paulo Roberto Gaefke)



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