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17.12.14

Pausa...para as férias!


Agradeço a companhia de vocês, obrigada pelas visitas, comentários e
pela interação tão gostosa que há entre nós aqui.
Estou entrando em férias e retorno à blogosfera
 no final de janeiro. Ou não.
Na verdade não tenho previsão para a próxima postagem,
Mas mesmo que eu resolva prolongar 
um pouquinho mais, espero voltar.
Beijos  \o/
   
A viagem não começa quando se percorrem distâncias, 
mas quando se atravessam as nossas fronteiras interiores.
(Mia Couto)

Bom Natal... Feliz 2015...

Neste momento tão especial, lembremos que o Amor nos foi oferecido como presente, sem interesses, sem expectativas, sem cobranças... simplesmente para nos abençoar. Este Amor é tudo que o mundo precisa, em todas as épocas. Permitamos que Ele flua em nós, que aqueça nossas relações familiares e sociais, que acenda a felicidade tão esperada. Não precisa de nenhum esforço ou ritual... basta respirar fundo e olhar para os lados, sendo grato e amando cada pessoa que trilha conosco o caminho. É momento de presentear o mundo com boa vontade...tempo de ver o Cristo com mais clareza, de abrir bem os olhos, e entender que Ele está em tudo. Aproveitemos o espírito da festa...mergulhemos nos significados mais profundos... esquecendo um pouco das aparências, acentuando as sutis experiências de luz, paz e fraternidade. E que isso nos seja tradição, nos seja raro e caro, nos dê motivos para sorrir e inspiração no próximo ano!

(Giovanna Stadnicki)






14.12.14

O que vou levar...

Estou arrumando a bagagem e não quero peso, então deixarei para trás tudo que não encaixar, tudo o que exceder, a começar pelo que me magoou, pelo que me fez chorar, seja por qual razão; junto a eles estarão os que nada me acrescentaram, os que distorceram minhas palavras, julgaram minhas atitudes pelas suas próprias; os falsos amigos, 'os falsos'...tudo entrará no pacote de devolução, com um cartão em que esteja escrito 'perdoados', pois não quero manter-me ligada a esse time sequer por uma mágoa.
(...) Só levarei os amores enraizados, vividos ou não, os abraços apertados, os sorrisos sinceros, as amizades que resistiram aos intervalos entre o inverno e o estio. Quero levar a sabedoria provinda das experiências, mas nenhuma memória do que foi ruim.
(...) Um brinde à certeza de que posso recomeçar de onde parei, com saúde para as subidas íngremes e equilíbrio para as descidas escarpadas. 
Renovarei tudo o que foi bom e deixou pegadas leves no coração.
Ao que foi ruim, apenas direi com um 'ar professoral': você não passou de ano!


(Alexsandra Zulpo)


12.12.14

Alfabeto...

É muito útil estudar
o alfabeto das flores miúdas
esquecidas na beira dos caminhos.
Pequenas florezinhas amarelas
como mensagens perdidas.
Elas dizem sim à vida, ao sol,
à chuva, sim ao amor que nasce
todos os dias, invisível,
e com sua luz ilumina a Terra.

(Roseana Murray)



Interação de Natal...

Todo ano a amiga Rosélia, organiza uma blogagem coletiva, ou melhor, uma interação de Natal. E o tema proposto este ano é: Qual meu maior presente neste Natal? O meu seria:  ver o Natal recristianizado.

O dia 25 de dezembro é conhecido na cultura ocidental como o Natal, uma festa da comunidade cristã em celebração ao nascimento de Jesus. Alguns cristãos não comemoram a data por motivos que vão desde a falta de exatidão histórica sobre a data real do nascimento de Jesus, até o fato de que antes do ano 330 D.C., essa data era usada para celebrar o solstício de inverno, uma festa pagã. 
Pouco importa a data real do nascimento de Cristo, se foi em abril, outubro, dezembro... O que importa é celebrarmos o nascimento do salvador do mundo.
Entretanto não há festa mais desfocada do que esta. Transformou-se no corre corre do consumismo. Poucas pessoas refletem no significado da vinda de Jesus ao mundo. Porque ele veio. Como ele veio. Como ele viveu entre nós. O que ele fez por nós.
A festa que deveria ser sinônimo de simplicidade, singeleza, transformou-se num festival de estresse, correria, e nervosismo.
Temos que mudar isso! Temos que recristianizar o Natal! 
Claro, não vamos conseguir convencer o mundo em 1 mês. Mudar um cultura leva um certo tempo. Mas que tal começar por nossas casas e nossas famílias? Que tal fazer da noite de Natal uma verdadeira festa cristã?



É verdade que o Natal é tempo de festa e de alegria e deve ser intensamente vivido entre amigos e familiares, mas, para os cristãos, o Natal não é isso, ou pelo menos, não é só isso. Precisamos resgatar o sentido pleno desta data que virou sinônimo de comprar e gastar, de comer e beber, de presentear até o que não se pode pagar e de receber muita coisa de que não se precisa... 
 (Valdomiro Carezia)



Celebremos o amor, a família, mas sem esquecer o verdadeiro sentido de tudo...

Confira outras participações, aqui:

9.12.14

Pedras...

Ajuntei todas as pedras
que vieram sobre mim.
Levantei uma escada muito alta
e no alto subi.
Teci um tapete floreado
e no sonho me perdi.
Uma estrada,
um leito,
uma casa,
um companheiro.
Tudo de pedra.
Entre pedras
cresceu a minha poesia.
Minha vida...
Quebrando pedras
e plantando flores.
Entre pedras que me esmagavam
Levantei a pedra rude
dos meus versos

(Cora Coralina)


7.12.14

A aposta de Pascal

Afinal, devemos ou não acreditar na existência de Deus?

Vejamos uma opinião interessante dada pelo matemático, físico, filósofo, cristão e teólogo Blaise Pascal. Encontra-se no seu livro póstumo Pensamentos (Pensées, 1670), onde, usando a lógica, ele cria uma convincente argumentação de o porquê se deve acreditar em Deus.

Pascal afirma que se você acreditar em Deus e estiver certo, terá ganhos infinitos, pois poderá desfrutar de toda uma eternidade por ter acreditado nele.

Todavia, se você acreditar nele e estiver errado, terá perdas finitas, afinal a vida é efêmera e o que você deixar de fazer sob o temor por acreditar nele, logo se findará.

Por outro lado, se você não acreditar em Deus e estiver certo, terá um ganho finito, pois tudo que você fizer logo se findará com a morte, já que neste caso não haverá nada após.

Finalmente, se você não acreditar em Deus e estiver errado, lamento: perdeu, playboy! Você terá uma perda infinita, pois ficará de fora da eternidade.

(Moacir Willmondes)




5.12.14

A vida aceita retoques...

A vida é um livro sempre aberto e sempre inacabado...
Cheio de 'ontens', nosso passado , bem ou mal vivido...
aventuras que se queria e outras tantas que não se queria guardar...
para ele não há borracha...
É cheio de 'amanhãs', páginas e páginas apenas sonhadas, em branco, a espera de serem bem escritas, bem pensadas, bem pintadas. O hoje? Ah...está aí na nossa frente, esperando ser bela arte...lápis nas mãos, cores necessárias, mil ideias ainda não encaixadas...belo quebra cabeças esperando que se viva plenamente a arte de bem viver! Que se aproveite bem a folha, se não cheia de emoções, poucas...mas boas! As alegres que nos fazem vibrar e as nem tão alegres assim, que vem para nos ensinar... Simples assim...'viver é desenhar sem borracha', como disse Millôr, mas aceita retoques... (...)

(Joyce Diehl)


Xícara de Ouro...



Os seguidores do Café entre Amigos elegeram os melhores blogs do ano,
e estou muito feliz pois, por 3 anos consecutivos, meu blog está entre os vencedores.
Agradeço a Patricia Galis (organizadora do evento),
pelo empenho e dedicação. (Fiquei imaginando o trabalho que foi, contabilizar 
813 votos recebidos por email, e mais 214 via Facebook.)
Agradeço também aos 100 votantes que indicaram: Percepções!
Como escreveu a Patricia:
'o prêmio maior é saber que nossos blogs foram lembrados
e isso sem dúvida é um incentivo para continuarmos...'


3.12.14

Estou em construção...

Estou em processo...
Há coisas a aprender
e há coisas a reprogramar.
Há coisas que sou 
e não quero ser...
há coisas que ainda não sou
e quero ser...
Há coisas que sou
e ainda não sei,
mas estou buscando saber...
Estou em construção...
Mas já estive em demolição.

(Eliane Stahl)


2.12.14

Sublimar...

Às vezes, na estranha tentativa de nos defendermos da suposta visita da dor, soltamos os cães. Apagamos as luzes. Fechamos as cortinas. Trancamos as portas com chaves, cadeados e medos. Ficamos quietinhos, poucos movimentos, nesse lugar escuro e pouco arejado, pra vida não desconfiar que estamos em casa. A encrenca é que, ao nos protegermos tanto da possibilidade da dor, acabamos nos protegendo também da possibilidade de lindas alegrias. Impossível saber o que a vida pode nos trazer a qualquer instante, não há como adivinhar se fugirmos do contato com ela, se não abrirmos a porta. Não há como adivinhar e, se é isso que nos assusta tanto, é isso também que nos dá esperança.

(Ana Jácomo)

Feliz é quem consegue florir em tempos áridos.
(Ita Portugal)

30.11.14

Colecionador de cheiros...

Colecionador de cheiros troca
um cheiro de cidade
por um cheiro de neblina
um cheiro de gasolina
por um cheiro de chuva fina
um cheiro de cimento
por um cheiro de orvalho no vento.


(Roseana Murray in Classificados Poéticos)


28.11.14

Reticências...

Adoro reticências...
Aqueles três pontinhos intermitentes
que insistem em dizer que nada está fechado.
Que nada acabou. Que algo sempre está por vir!
A vida se faz assim!
Nada pronto. Nada definido.
Tudo sempre em construção.
Tudo ainda por se dizer...
Nascendo...Brotando...Sublimando...
Vivo assim... Numa eterna reticência...
Para que colocar ponto final?
O que seria da vida sem a expectativa de continuação?

(Nilson Furtado)


26.11.14

A arte de ser feliz...

Houve um tempo em que minha janela se abria sobre uma cidade que parecia ser feita de giz. Perto da janela havia um pequeno jardim quase seco.
 
Era uma época de estiagem, de terra esfarelada, e o jardim parecia morto. Mas, todas as manhãs vinha um pobre com um balde e, em silencio, ia atirando com a mão umas gotas de água sobre as plantas. Não era uma regra; era uma espécie de aspersão ritual, para que o jardim não morresse. E eu olhava para as plantas, para o homem, para as gotas de água que caiam de seus dedos magros e meu coração ficava completamente feliz.
 
Às vezes abro a janela e encontro o jasmineiro em flor. Outras vezes encontro nuvens espessas. Avisto crianças que vão para a escola. Pardais que pulam pelo muro. Gatos que abrem e fecham os olhos, sonhando com pardais. Borboletas brancas, duas a duas, como refletidas no espelho do ar. Marimbondos que sempre me parecem personagens de Lope de Vega. Às vezes, um galo canta. Às vezes um avião passa. Tudo está certo, no seu lugar, cumprindo o seu destino. E eu me sinto completamente feliz.
 
Mas quando falo dessas pequenas felicidades certas, que estão diante de cada janela, uns dizem que as coisas não existem, outros que só existem diante das minhas janelas, e outros, finalmente, que é preciso aprender a olhar, para vê-las assim. 

(Cecília Meireles)

 

25.11.14

Gratidão...

Nada é mais bonito que agradecer.
Perceber que Deus nos presenteia todos os dias, 
é saber o quão a vida é maravilhosa. Independente dos nãos, 
dos acasos e dos tropeços. 
Independente de tudo o que atrapalha o nosso riso.
Agradecer é só uma questão de percepção.
Olhar ao redor e perceber os detalhes divinos que Ele coloca no nosso caminho, reconhecer os milagres diários. (...) 

(Monalisa  Macêdo)



24.11.14

Liberdade...

Tudo pode ser roubado de nós. 
Menos uma coisa: 
A liberdade de resposta para cada situação. 
 (Lígia Guerra)


23.11.14

Mas...quase.

A palavra 'mas' é uma das mais infames que conheço.
Te quero, mas...
poderia ser mas...
Eu gostaria muito, mas...
Uma palavra abominável, que serve para dinamitar o que era,
o que poderia ter sido, mas não é.

(Eduardo Galeano)


E...

Quase é uma palavra estúpida, penso eu. 
Quem quase consegue, não consegue.
Quem quase morreu, vivo está. 
Quem quase caiu, ou deitou ou de pé está. 
Quase pode nos deixar pela metade. 
Impedir nossa inteireza.

(Guilherme Antunes)

21.11.14

Abaixo o mau humor...

Uma das características mais comuns de pessoas 'inteligentes' tanto de Q.I. quanto emocionalmente é o bom humor.
Pessoas mal humoradas, rabugentas, que vivem 'emburradas' como se diz no interior, são pessoas carentes, emocionalmente inseguras, pobres de espírito. 
Pessoas com as quais ao se conversar ou tratar temos que saber antes como está o seu humor, são pessoas fadadas ao fracasso no relacionamento interpessoal e portanto distantes do sucesso que tanto almejam. 
Nada, absolutamente nada, justifica o mau humor no trabalho, na família, nas relações sociais.
Ele só serve para afastar as pessoas. 
Assim, gostaria que você fizesse uma autoanálise e visse se você, não está 'viciado' em ser mal humorado. 
Lembre-se que o bom humor é um dos mais visíveis sinônimos de inteligência.

(Luiz Marins)



19.11.14

Receita para lavar palavra suja:

Mergulhar a palavra suja em água sanitária,
Depois de dois dias de molho, quarar ao sol do meio dia.
Algumas palavras quando alvejadas ao sol
adquirem consistência de certeza,
por exemplo a palavra vida.
Existem outras e a palavra amor é uma delas
que são muito encardidas e desgastadas pelo uso,
o que recomenda esfregar e bater insistentemente na pedra,
depois enxaguar em água corrente.
São poucas as que ainda permanecem sujas
depois de submetidas a esses cuidados
mas existem aquelas.
Dizem que limão e sal tiram as manchas mais difíceis e nada.
Todas as tentativas de lavar a piedade foram sempre em vão.
Mas nunca vi palavra tão suja
como a palavra perda.
Perda e morte na medida em que são alvejadas,
soltam um líquido corrosivo
—que atende pelo nome de amargura—
capaz de esvaziar o vigor da língua.
Nesse caso o aconselhado é mantê-las sempre de molho
em um amaciante de boa qualidade.
Agora se o que você quer
é somente aliviar as palavras do uso diário,
pode usar simplesmente sabão em pó e máquina de lavar.
O perigo aqui é misturar palavras que mancham
no contato umas com as outras.
A culpa, por exemplo, mancha tudo que encontra
e deve ser sempre clareada sozinha.
Uma mistura pouco aconselhada é amizade e desejo,
já que desejo sendo uma palavra intensa, quase agressiva,
pode, o que não é inevitável,
esgarçar a força delicada da palavra amizade.
Já a palavra força cai bem em qualquer mistura.
Outro cuidado importante é não lavar demais as palavras
sob o risco de perderem o sentido.
A sujeirinha cotidiana quando não é excessiva
produz uma oleosidade que conserva a cor
e a intensidade dos sons.
Muito valioso na arte de lavar palavras
é saber reconhecer uma palavra limpa.
Para isso conviva com a palavra durante alguns dias.
Deixe que se misture em seus gestos
que passeie pelas expressões dos seus sentidos.
À noite, permita que se deite,
não a seu lado, mas sobre seu corpo.
Enquanto você dorme
a palavra plantada em sua carne
prolifera em toda sua possibilidade.
Se puder suportar a convivência
até não mais perceber a presença dela,
então você tem uma palavra limpa.
Uma palavra limpa é uma palavra possível.

(Viviane Mosé)


16.11.14

Capacidade de se emocionar...

Romantismo não deve ser confundido com frivolidade,
óculos cor-de-rosa ou fuga da realidade.
Para mim, é a capacidade de viver algum tipo de encantamento,
de ver coisas positivas e boas,
de valorizar relações humanas que significam ternura, 
carinho, cuidado, estímulo...
Sem um grão de romantismo penso que a vida seria
 cor de cinza, sem graça, tediosa,
os relacionamentos frios ou grosseiros.
Existe romantismo não só no amor,
mas até no observar uma criança que brinca,
ao apreciar uma bela obra de arte,
ao reunir a família,
ao ver um pôr de sol maravilhoso e se emocionar...
Romantismo, talvez, no fundo, seja isso:
a capacidade de se emocionar. 

(Lya Luft)


12.11.14

Tem gente de todo tipo...

Tem gente de todas as cores. 
Tem gente de vários odores. 
Tem gente de muitos sabores.
Tem gente que é só açúcar e adoça o caminho pra gente passar.
Tem gente que parece pimenta, cada mordia arde, nem adianta tentar.

Te gente que é chuchu, não tem gosto de nada e nem tempero faz melhorar.
Tem gente que é azeda, pode todo açúcar gastar.
Tem gente salgada demais, nem água consegue melhorar.
Tem gente igual à cebola, basta encostar perto pra fazer a gente chorar.
Tem gente chocolate, basta um pra agradar.
Tem gente que é gelo, esfria até congelar.
Tem gente água fervendo, emoção a flor da pele e é bom para queimar.
Tem gente morango, só dá em uma estação, nas outras é difícil encontrar.
Tem gente cafezinho, se servir vou aceitar.
Tem gente arroz queimado, tem sempre gosto ruim, acho melhor não provar.
Tem gente maçã, fruta proibida, cuidado quando for tocar.
Tem gente pequi, seu cheiro é bem forte, e o sabor dá pra aproveitar.
Tem gente algodão doce, a gente suja os dedos pra pegar.
Tem gente sorvete, ninguém consegue enjoar.
Tem gente igual a coco, é duro pra quebrar.
Tem gente pra todos os gostos, e uma vai te agradar.
Não importa o sabor, eu gosto de gente porque faz a gente sonhar.
 



(Ita Portugal)


9.11.14

Verbetes poéticos...

Separação: Um tchau comovido por não prever um oi tão cedo.

Suspiro: Gemido produzido por ser vivo quando sobra felicidade
ou tristeza do lado de dentro dele.

Talvez: Resposta pior do que 'não', uma vez que ainda deixa, meio bamba, uma esperança.

Tédio: Um nada por dentro que não deixa ver nada lá fora.

Tolerância: O tamanho do elástico da paciência da pessoa.

Único: Tudo que, pela facilidade de virar nenhum, pede cuidado.

Universo: Um só verso que contém toda a poesia desse mundo.

Verdade: Aquilo em que você acredita, mesmo que eu acredite no contrário.

Verso: Frase dita por algum deus, por intermédio de algum poeta.

Vírgula: A respiração da ideia.

Xereta: Quem invade a risca imaginária que divide o pedaço que só diz respeito a outro.

Xerox: Multiplicação que não é milagre por ser de papel e não de pães.

Zangado: Anãozinho da Branca de Neve que baixa na gente de vez em quando.


(do livro 'Pequeno Dicionário de Palavras ao Vento' - Adriana Falcão)


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