Páginas

28.12.16

Sobre a paixão por viajar...


Viajar serve para quebrar o comodismo que cega os dias. Para renovar as energias, romper a rotina, mudar o ritmo, para se desligar de tudo, desacelerar. Viajar serve para respirar.
Viajar serve para sair da bolha, para perceber outros modos de enxergar o mundo, tentar compreende-los e entender que a sua visão de mundo também é relativa. Viajar é um ótimo exercício de respeitar as diferenças. Viajar serve para mudar o corpo e a alma, para perder os medos, para passar apertos e ver como você lida com imprevistos no caminho. Viajar serve para desapegar, para ver que o que é supérfluo pode virar peso e atrapalhar a caminhada. Viajar serve para experimentar sabores, texturas, para quebrar conceitos, para descobrir maravilhas que você nem imaginava. Viajar pode servir para aprender novas línguas, para aprender a se comunicar de diferentes formas, com diferentes pessoas, de diferentes culturas, classes, idades…Viajar serve para silenciar. 
Viajar serve para ler um livro inteirinho de uma vez só.
Viajar serve para olhar paisagens pela janela e ir longe em um pensamento, tentando assimilar o que aconteceu na vida e no atropelo dos dias não deu tempo de entender. Viajar serve como autoanálise, ou análise em grupo, quem sabe… Viajar também serve para não pensar em nada, admirar o que a vista alcança e onde os pés tocam. Viajar serve para fazer trilha. E também serve para se perder numa cidade grande e desconhecida. Viajar serve para ver as belezas do mundo e as realidades encobertas.
Viajar serve para perder a identidade (nem que seja temporariamente) e para deixar de ser entendida, para sentir o gosto bom de ser estrangeira, livre e desprotegida. E para se tornar uma criança de novo, aprendendo a decodificação do mundo do começo. E perder a própria personalidade por não conseguir se fazer entender, ou aprender a lindeza da linguagem corporal e conseguir revelar a própria alma pelo olhar. Viajar serve para aprender a entender almas pelo olhar.
Viajar serve para esquecer  uma pessoa, uma história, uma dor… Viajar serve para lavar a alma, para sair de um ciclo vicioso, para interromper o destino e (des)construir a própria história. Para colorir a existência, limpar o pensamento, mudar de assunto e desvendar caminhos alternativos. Viajar serve para finalizar. Viajar serve para recomeçar. Viajar pode servir para se apaixonar, para mergulhar em algo sem regras, para descobrir outros olhares, para sentir à flor da pele novas sensações, encontrar outros colos, outras falas, outras amizades. Viajar serve para fazer amigos, amigos de andanças, amigos que seguem nessa viagem e depois partem, amigos que ficam pra vida toda. Viajar serve para reencontrar amigos antigos, amigos perdidos por aí. Viajar também serve para levar o melhor amigo junto e estreitar os laços. Viajar serve para passar a limpo, ou para começar outro capítulo desse livro chamado vida. Para celebrar o novo, e para dar valor ao velho. Viajar serve para sentir saudades de sua terra, de sua gente, de seu país, de sua comida, de sua família, de quem você é no seu amado (e nem sempre fácil) círculo. Viajar serve para se perder e se encontrar. Viajar serve para se resgatar ou se reinventar. Viajar serve para ter vontade de voltar. Ou, quem sabe, de ficar (na estrada).
 (Clara Baccarin)

Esta foi minha última postagem do ano.
Estou de férias e 
retorno em fevereiro \o/
Beijos e até lá!

18.12.16

Feliz Natal e ótimo 2017!

E o que eu quero de Natal, não é muita coisa não.
Já escolhi meu presente: quero meus amigos mais perto, quero alguns abraços sinceros,
uma porção de sorrisos bem dados, mãos entrelaçadas por mais tempo, coração mais leve.
O que eu quero de Natal é mais luz pelo caminho, 
mais fé na alma, mais tempo para passar com quem se ama,
 mais farra seguida de cócegas, e mais guerra de travesseiro, sem esse medo do amanhã, 
sem essa velocidade antiquada que nos faz viver dias vazios pensando 
nos próximos dias que ainda estão por vir.
No Natal quero: viver devagarzinho e desembrulhar presente com carinho (...)

(Michelle Trevisani)

E lembre-se: Vamos celebrar Jesus, o Filho de Deus,
que sendo rico se fez pobre,
nasceu numa manjedoura, cresceu numa carpintaria,
morreu numa cruz e ressuscitou dentre os mortos para a nossa redenção.

¸.•♥♥•.✽ ✽¸.•♥♥•.✽ ✽¸.•♥♥•.✽ ✽¸.•♥♥•.✽✽¸.•♥♥•.✽ ✽¸.•♥♥•.✽ ✽¸.•♥♥•.✽ ✽

Quando vai chegando no fim a gente conta nos dedos pra ver o ano novo chegar.
A gente enche o peito de esperança e se enche de tudo o que é bonito pra poder recomeçar. A gente acredita, mais uma vez, que pode ser diferente. Que pode ser melhor. E a gente se enfeita de delicadeza, se cobre de sorrisos e  abre os braços pro novo que virá. E deseja. Que tenha paz, que tenha amor, que faça bem, que seja do bem. Que venha caprichado nos detalhes. Que seja simples. Que seja, independente de qualquer coisa. Que a gente consiga fazer diferente e fazê-lo doce. E lindo. Recheado de coisas boas. Que a gente saiba agradecer as flores e enfrentar as pedras que estiverem pelo caminho. Que a gente não se perca. E se renda, de corpo, alma e sorrisos a este novo ano que logo logo vai chegar...
Que 2017 seja assim, que tenha paz, que seja leve. Que seja lindo. E feliz. Nos pequenos detalhes.

(Monalisa Macêdo)



Um maravilhoso e abençoado fim de ano a todos
meus amigos e visitantes \o/

1.12.16

Chegou dezembro...

Todas as luzes nas casas e nas ruas se acendem. Uma combinação de cores para lembrar que o Natal está próximo. Enquanto fazem sua coreografia de apagar, acender, piscar, tornam o ambiente cheio de uma magia que não se explica.
As ruas se tornam repletas de verde, vermelho, prata, dourado.
Cores que o ano todo se comunicam separadamente, nesta época se unem para comunicar a chegada de um sentimento maior.
Cartões de confraternização chegam trazidos pelo correio ou pelo e-mail. E assim, virtual ou analogicamente nos sentimos abraçados e amados por aqueles que fazem parte de nossas vidas, ainda que distantes.
Em dezembro, aumentamos infinitamente as arrecadações do mercado comprando lembrancinhas para quem esteve presente ao nosso lado o tempo todo, não importando o que acontecesse.
Sem saber bem porque, nesta época o coração sente um apertozinho e é hora de fazer um balanço. “O que foi que eu realizei? Em que momento poderia ter agido diferente? Quanto eu aprendi? Quantos amigos fiz este ano? De quantos me afastei? Quantos sorrisos, abraços ofereci?”
Talvez pela incerteza do que está por vir no próximo ano, talvez por que só agora tivemos tempo para refletir, é nestes últimos trinta dias que fica mais forte o amor que sentimos o ano todo e não demonstramos.
Nessa época, nossa vontade de ser bom se aflora e nos atrevemos até mesmo a pegar uma cartinha de uma criança carente destinada ao papai-noel para realizar seus desejos. Ainda que ela tenha passado necessidade todos os meses, só em dezembro conseguimos voltar nossos olhos para além de nós mesmos e nossas vidas agitadas.
Bendito seja o espírito do Natal. (...) Só o que desejo é que ele não passe. Que ele, ao chegar janeiro não nos abandone. Só assim a humanidade poderá compartilhar todos os dias essa bondade, essa vontade de ajudar o próximo, o desejo de tornar o mundo um lugar melhor.
Só assim quando o próximo dezembro chegar, ele não irá encontrar enchentes, atentados, fome, incertezas, doenças, maldade. 
O meu desejo é de que o próximo dezembro só encontre o amor que um dia ele mesmo despertou.

(Sabrina Davanzo)



Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...
Real Time Analytics