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27.11.15

Paciência...

Paciência é uma virtude que pode transformar 
um momento de grande ansiedade em quietude, 
uma rápida agitação mental no fluir suave de um rio.
Na presença de uma pessoa paciente somos envoltos 
por uma aura de calma como se entrássemos 
na luz tranquila da ausência de pressa dela. 
Mesmo quando ela está ocupada, 
a qualidade da sua ocupação irradia paciência. 
Para ser paciente, observe a natureza.
A natureza está sempre pacientemente ocupada.

(Brahma Kumaris)

 Esperei com paciência no SENHOR,
e ele se inclinou para mim, e ouviu o meu clamor.
(Salmos 40:1)

26.11.15

Carinho...

O carinho amansa... constrói laços onde só se vê abismo, 
edifica templos de paz em naturezas difíceis, 
abre possibilidades em muros ditos invulneráveis...
Milagres brotam de atenção sincera, 
desabrocham de um olho no olho, 
saltam para fora de fragmentos de tempo
dedicados com exclusividade a alguém...
Carinho é vida, e vida abundante!

(Giovanna Stadnicki)



25.11.15

Abrace o desafio...

Não suba a montanha para fincar sua bandeira,
mas para abraçar o desafio,
desfrutar do ar e contemplar a vista.
Suba para que você possa ver o mundo,
e não para que o mundo possa vê-lo...
(David McCullough Jr)


24.11.15

Vida fugaz...

 (...) Porque a vida é fugaz
tão veloz, tão passageira.
A gente sofre demais,
por bobagens, por besteira.
Tudo um dia se desfaz
mesmo que queira ou não queira.
Importante é viver em paz,
pois quando olhamos pra traz
lá se foi a vida inteira.

(Jenário de Fátima)


23.11.15

Chuva...

(...) Recordava sobretudo o perfume da terra quando chovia.
Vendo a chuva escorrendo me perguntava: 
Como sabemos que esse cheiro é de terra e não de céu?

(Mia Couto no livro: A varanda do Frangipani)




19.11.15

Emoções Secretas...

A sua felicidade não é a minha, e a minha não é a de ninguém.
Não se sabe nunca o que emociona intimamente uma pessoa,
a que ela recorre para conquistar serenidade,
em quais pensamentos se ampara quando quer descansar do mundo,
o quanto de energia coloca no que faz, 
e no que ela é capaz de desfazer para manter-se sã.
Toda felicidade é construída por emoções secretas.
Podem até comentar sobre nós, 
mas nos capturar, só se permitirmos.

(Martha Medeiros)


18.11.15

Vivência...

Se sua rua porventura aparecer
coberta de pétalas caídas
pela inclemência
de um vento qualquer,
não faça nada.
Deixe-a assim desordenada
e descabida.
São reticências que sobraram 
da estação passada.
Acabarão varridas pela 
própria vida.

[Flora Figueiredo
In Amor a Céu Aberto]



16.11.15

Doenças modernas: o carisma invertido

Temos diariamente quinhentos mil motivos para reclamar: a conta da luz está caríssima, o vizinho da frente fala aos berros com o filho, o elevador quebrou de novo, o dinheiro ainda não entrou na conta, o mercado está um roubo, o 3G não está funcionando!!! Sim, temos motivos de sobra.
E temos, igualmente, uma quantidade variada de pessoas que passam por nós, que vêm até nós, que convivem diariamente conosco, que nos observam, certas delas até desejariam nos conhecer um pouco mais, compartilhar momentos conosco, enfim, é gente o bastante para espantar qualquer solidão, mas… sequer prestamos atenção.
E perdemos muito, deixamos passar muito, desperdiçamos muito.
E por quê? Por que, sem perceber, nessas horas estamos no modo – carisma invertido -, esbravejando, lamentando, olhando para o vazio, para céu, para o chão, para a carteira, para a TV, para o celular, menos para os olhos uns dos outros.
Carisma invertido é uma espécie de acessório que vamos agregando ao longo da vida, especialmente, em alguma épocas mais azedas.
Temos a opção de exalar sorrisos, bom humor, piadas, elogios, abraços, mas, preferimos vociferar discursos intermináveis contra a política atual.
Temos a chance de conquistar mais algumas amizades numa reuniãozinha social, mas, escolhemos fazer o tipo antipático que só fala com quem já conhece e, em último grau, que faz uma cena teatral contando suas vantagens, monologando com seu copo e entediando a todos.
Podemos sair de casa e cumprimentar todas aquelas pessoas que diariamente passam por nós. O zelador, a moça que passeia com três cachorros, o jornaleiro, o vigilante do banco, a mal-humorada da padaria… mas, o que fazemos? Abaixamos a cabeça, fingimos que estamos pegando algo na bolsa, falando no telefone.
Dessa forma, vamos nos transformando pouco a pouco num grupo cada vez maior de pessoas de carisma invertido. A pessoa interessante que mora em nós vai perdendo espaço para o posseiro rabugento, o matador de risadas, o que já sabe tudo e não está a fim de trocar nem aprender com ninguém.
Fica, portanto, uma seleção de dicas para quem quer manter o seu carisma no estado natural, sem inversões ou mutilações:
Não seja mal educado sob nenhuma desculpa;
Não use as crises, quais forem, como escudo para sua falta de assunto;
Não fale mal do que não sabe. Não agrida antes para perguntar depois;
Não use meias palavras quando uma pergunta exigir resposta inteira;
Não retribua um sorriso com indiferença;
Não categorize pessoas;
Não faça tipo, não seja um tipo, não imite um tipo;
Não pense que a paciência alheia é ilimitada;
E, por fim, esforce-se todos os dias para ser aquele tipo de pessoa
que você admiraria pelo carisma!
(Emilia Freire)



13.11.15

Sonhar é preciso...

Vida sem sonho
é praia sem onda,
é onda sem sal,
é tristeza sem conta,
é marinheiro sem nau.
É beijo sem fome,
e pedra, é pau,
é filho sem nome,
é chuva de vento
que não faz temporal.

(Lídia Vasconcelos)

Sonhar é dar à vida nova cor, dar gosto bom às lágrimas de dor.
O sol pode apagar, o mar perder a voz,
mas nunca morre um 
sonho bom dentro de nós.
 (
Mário Lago).

12.11.15

Para ouvir a paz...

A paz faz música
no moinho de trigo,
no forno que assa o pão, 
nas crianças que brincam de roda,
no beijo dos amantes,
nas notas do primeiro grito
que invade o mundo
na hora de um nascimento.
A paz faz música
no moinho da vida.

(Roseana Murray in Cinco Sentidos e Outros)


11.11.15

Eu amo palavras...

Leio revistas de trás pra frente. 
Leio capa, contracapa, dedicatória de livros. 
Leio bula de remédio, informações no frasco do shampoo. 
Gosto de quadrinhos, de clássicos, crônicas, poesias, entrevistas. 
Sorrio com textos alegres, choro com os tristes, vibro com os inteligentes. 
Leio um pouco de tudo e de tudo um pouco.
Eu amo palavras.

(Sandra Amélie)



10.11.15

Tudo passa e se transforma...

...Que os teus olhos sejam 
dois sóis olhando a luz 
da vida em cada amanhecer.
Que cada dia seja um novo recomeço, 
onde tua alma dance na luz.
Que em cada passo teu, fiquem marcas
luminosas de tua passagem em cada coração.
Que em cada amigo o teu coração faça festa,
que celebre o canto da amizade profunda, 
que liga as almas afins.
Que em teus momentos de solidão e cansaço,
esteja sempre presente em teu coração 
a lembrança de que tudo passa e se transforma,
quando a alma é grande e generosa.
(Sabedoria Celta)


9.11.15

Ousar e voar...

É preciso sabedoria e simplicidade 
para carregar em leveza nossos dias.
O mundo anda frio,
as pessoas andam vazias dentro de si...
É preciso ousar e voar...
numa interna travessia em busca
de nossa paz e alegria.
Pegar as sobras da leveza que nos restam e
compormos em nossas vidas,
uma linda poesia!

  (Paula Monteiro)


5.11.15

Esvazie-se...

A palavra ressentimento nada mais é que 
uma (ré) em seus sentimentos, 
é ficar de costas para as possibilidades... 
você deixa de ser essência... 
vira peso, muro, porta fechada. 
Esvazie-se de tudo que 
te impeça de seguir adiante... 
se reencontre mais alado... 
se refaça caminho, não estrada.

(Renata Fagundes)


3.11.15

Me ajuda a olhar...

Diego não conhecia o mar. O pai, Santiago Kovakloff, levou-o para que descobrisse o mar. Viajaram para o sul. Ele, o mar, estava do outro lado das dunas altas, esperando. Quando o menino e o pai enfim alcançaram aquelas alturas de areia, depois de muito caminhar, o mar estava na frente de seus olhos. E foi tanta a imensidão do mar, e tanto seu fulgor, que o menino ficou mudo de beleza. E quando finalmente conseguiu falar, tremendo, gaguejando, pediu ao pai:
– Pai, me ajuda a olhar!

(Eduardo Galeano - O Livro dos Abraços)


(...) Que a importância de uma coisa não se mede com fita métrica 
nem com balanças nem barômetros, etc.
Que a importância de uma coisa há que ser medida 
pelo encantamento que a coisa produza em nós...
(Manoel de Barros)

2.11.15

Saudade ...

A saudade dói em todos nós, mas como seria nosso mundo se não a sentíssemos?
(...) Não se vive apenas de saudades, mas não se vive com saudades sem dor. 
A dor da perda é revivida a cada lembrança, 
mas há certeza de que o que perdemos ficou em nós, de alguma maneira. 
(...) saudade é um sentimento que não tem tradução...

(Stella Vilar)


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