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7.8.15

Cedro do Líbano...

Há uma árvore milenar e de crescimento interessante, é o cedro do Líbano. Essa árvore estampa a bandeira do país que dá seu nome e pode chegar a 40 metros de altura e mais de 10 metros de diâmetro no tronco. É muito utilizada nas edificações, dada sua resistência, beleza e o vigor de sua madeira, tanto que Salomão (rei de Israel, 971 a 932 A.C) o teria utilizado na construção de um grande templo, por considerá-lo símbolo de um reino justo e farto (Sl.72-16). Seu crescimento é lento, nos primeiros 3 anos, as raízes crescem pouco mais de um metro em busca de água no árido solo montanhoso do oriente médio, enquanto a parte visível para nós da planta alcança somente cerca de 5 centímetros. Essas raízes é que vão tornar a árvore resistente ao vento e ao calor das regiões altas em que normalmente se adapta. Quando essas raízes encontram uma rocha no caminho elas a “abraçam” e continuam a crescerem em volta dela, quanto mais agarradas à rocha mais firmes ficarão, fazendo com que a árvore alcance lençóis freáticos e não dependa diretamente de chuvas para viver. Apenas depois do quarto ano é que a planta começa a crescer mais rápido e se parecer com uma árvore. Somente após cerca de vinte anos é que finalmente ela apresentará seus frutos, um tipo de pinhão, mas que lhe permitirá perpetuar a espécie e se tornar a bela árvore descrita pelo profeta Ezequiel nos poemas bíblicos:

... um cedro no Líbano, de lindos ramos, de sombrosa folhagem, de grande estatura, cujo topo estava entre os ramos espessos. As águas o fizeram crescer, as fontes das profundezas da terra o exalçaram e fizeram correr as torrentes no lugar em que estava plantado, enviando ribeiros para todas as árvores do campo. Por isso, se elevou a sua estatura sobre todas as árvores do campo, e se multiplicaram os seus ramos, e se alongaram as suas varas, por causa das muitas águas durante o seu crescimento. Todas as aves do céu se aninharam nos seus ramos, todos os animais do campo geravam debaixo da sua fronde, e todos os grandes povos se assentavam à sua sombra. Assim era formoso na sua grandeza e na extensão dos seus ramos, porque a sua raiz estava junto às muitas águas... Nenhuma árvore no jardim de Deus se assemelhava a ele na sua formosura.”(EZ. 31.3-8)


Essa árvore é a mais perfeita representação da vida humana. Os crescimentos mais consistentes que temos na vida, sejam físicos, profissionais ou espirituais são os que se dão lentamente. Não deveríamos nos preocupar com os frutos inicialmente, mas tão somente em lançar nossas raízes no rumo certo em direção ao conhecimento e ao equilíbrio necessário à vida adulta. E, sobretudo, “abraçar” a rocha capaz de firmar nossos passos e nos tornar estáveis e belos por dentro e por fora: a fé, independente de religião.

(Moacir Willmondes)

“O justo florescerá como a palmeira; 
crescerá como o cedro do Líbano.” 
(Sl. 92:12)

27.7.15

¸ღ¸

Se nosso coração é uma casa, faça do seu a casa dos seus sonhos. 
Lembre-se que não importa quantas pessoas entram e saem, você é o dono, só você é responsável. Faça mudanças necessárias. Jogue o inútil no lixo. Só não se esqueça, nessa mudança, de colocar de volta nas paredes essas marcas benditas que deixaram esses que foram bençãos na sua vida. Dê a mão aos doces momentos, os momentos felizes. Tudo o mais é inútil, tudo o mais deve ficar para trás. 

(Letícia Thompson)

24.7.15

Palavras...

Palavras gastam-se como pedras de rio: 
mudam de forma e significado, de lugar, algumas desaparecem, 
vão ser lama de leito das águas. Podem até reaparecer renovadas mais adiante.
Felicidade é uma delas.
Banalizou-se porque vivemos numa época de vulgarização 
de grandes emoções e desejos, tudo fast food, prêt-à-porter, 
pronto para o microondas, fácil e rápido... e tantas vezes anêmico.
Se por encantamento e profissão escolhi o território
 das palavras, sei o quanto algumas se contaminam 
pelo uso e se tornam agressivas ou contraditórias, 
têm ares de ironia ou de ingenuidade. 
Tornam-se confusas  e ineficientes, prestam-se a mal entendidos 
ou clareiam mais o significado.
Conheço um pouco o modo como se apoderam das nossas experiências 
e lhes dão rostos, roupas, ares que nem tínhamos imaginado.
Gosto das coisas, pessoas e palavras, desconcertantes.
Seus contornos imprecisos permitem que a gente exerça
 o direito de refletir e de criar em cima delas.

(Lya Luft, em Perdas e Ganhos)



21.7.15

Analise:

Todo excesso faz mal,
toda falta também,
ambas mostram o que não queremos ver.
Se comer muito, engorda.
Se gastar demais, falta dinheiro.
Fazer por obrigação, cansa,
com entusiasmo, fica mais fácil.
O negativismo pesa,
a alegria alivia.
A tristeza deprime,
o prazer, fortalece.
A paciência acalma,
a irritação desequilibra.
A persistência consegue,
a teimosia dificulta.
O bem eleva,
o mal derruba.
Tudo é assim...
A vida ensina que o bem, 
está no equilíbrio.

(Zíbia Gasparetto)


11.7.15

•_•

Pegue todos os 'nãos' que a vida te faz engolir 
e transforme em canção para te ajudar a seguir.
A grandeza não está em tocar sempre a melhor música, 
mas em aprender a dançar corretamente todas as melodias!
(Fernanda Gaona)


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