Seguir em frente é quando o coração da gente se desprende do balanço e para de achar graça em ficar indo para frente e para trás, só por conta do vento que isso produz nos cabelos.
Seguir em frente é quando a gente aceita, ainda que sem resposta alguma da vida, que depois de muito ter lutado, aquilo não foi ou não nos pertence simplesmente 'porque não'.
É quando o céu da boca para de doer de angústia. Quando a garganta para de fechar numa secura danada e produz de volta a voz, sem o ruído da dor. Quando os olhos afastam a cortina do passado e se viram firmemente para o que está por vir.
Seguir em frente é soltar as correntes e diminuir o barulho que a nostalgia produz. E digo com todas as certezas que ainda me cabem: Seguir em frente é nascer de novo. Reencontrar as belezas da vida e ficar leve outra vez.
Que a gente não se descuide o suficiente para esquecer como é que se faz pra sorrir. Que a gente não se esqueça de deixar o passado no seu lugar de origem. E que, se não aprendermos a suportar o sufoco que as lembranças nos trazem, que possamos aprender ao menos a lembrar sem permitir que a memória nos prenda, e seguir, não com aquilo que nos resta do que nos deram um dia, mas com aquilo que nos pertence desde sempre. Que ainda que a gente pense o quanto dói soltar as malas, a gente entenda que caminhar assim (deixando as coisas para trás) não significa caminhar vazio, é caminhar na leveza de levar apenas o que é verdadeiro (e que não vai na mala).
Seguir em frente é quando a gente aceita, ainda que sem resposta alguma da vida, que depois de muito ter lutado, aquilo não foi ou não nos pertence simplesmente 'porque não'.
É quando o céu da boca para de doer de angústia. Quando a garganta para de fechar numa secura danada e produz de volta a voz, sem o ruído da dor. Quando os olhos afastam a cortina do passado e se viram firmemente para o que está por vir.
Seguir em frente é soltar as correntes e diminuir o barulho que a nostalgia produz. E digo com todas as certezas que ainda me cabem: Seguir em frente é nascer de novo. Reencontrar as belezas da vida e ficar leve outra vez.
Que a gente não se descuide o suficiente para esquecer como é que se faz pra sorrir. Que a gente não se esqueça de deixar o passado no seu lugar de origem. E que, se não aprendermos a suportar o sufoco que as lembranças nos trazem, que possamos aprender ao menos a lembrar sem permitir que a memória nos prenda, e seguir, não com aquilo que nos resta do que nos deram um dia, mas com aquilo que nos pertence desde sempre. Que ainda que a gente pense o quanto dói soltar as malas, a gente entenda que caminhar assim (deixando as coisas para trás) não significa caminhar vazio, é caminhar na leveza de levar apenas o que é verdadeiro (e que não vai na mala).
