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13.6.15

O Caderno...

Eu não sei se você se recorda do seu primeiro caderno. Eu me recordo do meu. Com ele eu aprendi muita coisa. Foi nele que eu descobri que a experiência dos erros é tão importante quanto a experiência dos acertos. Porque visto de um jeito certo, os erros, nos preparam para nossas vitórias e conquistas futuras, porque não há aprendizado na vida que não passe pela experiência dos erros. Caderno é uma metáfora da vida. Quando os erros cometidos eram demais, eu me recordo que a nossa professora nos sugeria que a gente virasse a página, era um jeito interessante de descobrir a graça que há nos recomeços, ao virar a página, os erros cometidos deixavam de nos incomodar e a partir deles a gente seguia um pouco mais crescido.
O caderno nos ensina que erros não precisam ser fontes de castigos. Erros podem ser fontes de virtudes. Na vida é a mesma coisa, o erro tem que estar a serviço do aprendizado, ele não tem que ser fonte de culpas, de vergonhas, nenhum ser humano pode ser verdadeiramente grande, sem que seja capaz de reconhecer os erros que cometeu na vida. Uma coisa é a gente se arrepender do que fez, outra coisa é a gente se sentir culpado. Culpas nos paralisam, arrependimentos não, eles nos lançam pra frente e nos ajudam a corrigir os erros cometidos.
Deus é semelhante ao caderno, ele nos permite os erros para que a gente aprenda a fazer do jeito certo. Você tem errado muito? Não importa, aceite de Deus esta nova página de vida, que tem o nome de 'hoje', recorde-se das lições do seu primeiro caderno. Quando os erros são demais, vire a página...

(Pe. Fábio de Melo)


12.6.15

¸ღ¸ ¸ღ¸

Para vós invoco os prazeres que voam nos ventos e as alegrias que moram nas cores: beleza, harmonia, encantamento, magia, mistério, poesia: que essas potências divinas lhes façam companhia.
Que o sorriso de um seja, para o outro, festa, fartura, mel, peixe assado no fogo, coco maduro na praia, onda salgada do mar...
Que as palavras do outro sejam tecido branco, vestido transparente de alegria, a ser despido por sutil encantamento.
E que no final das contas e no começo dos contos, em nome do nome não-dito, bem-dito, em nome de todos os nomes ausentes e nostalgias presentes, de ágape e filia, amizade e amor, em nome do nome sagrado, do pão partido e do vinho bebido, sejam felizes os dois, hoje, amanhã e depois.

(Rubem Alves)

Aos que amam: Feliz Dia dos (e)namorados!

8.6.15

Voo

Alheias e nossas as palavras voam.
Bando de borboletas multicores, as palavras voam
Bando azul de andorinhas, bando de gaivotas brancas,
as palavras voam.

Voam as palavras como águias imensas.
Como escuros morcegos, como negros abutres, 
as palavras voam.

Oh! alto e baixo em círculos e retas acima de nós, 
em redor de nós as palavras voam.
E às vezes pousam.

(Cecília Meireles)



2.6.15

Circo clandestino...

Às vezes eu virava
a primeira bailarina,
e dançar debaixo da lona
com sapatilhas de prata
era como acender cristais
numa noite muito escura,
e ia voando, tocando estrelas,
domando as nuvens,
rodando o mundo,
no meu circo clandestino.

(Roseana Murray)



1.6.15

Questões da vida...

E o meu exercício diário continua sendo decifrar as questões que a vida me dá... 
É quase um malabarismo, onde manter a lucidez é imprescindível.
 Então vasculho todos os espaços existentes em mim, 
e percebo que não preciso de todas as respostas, 
basta não me fazer de desentendida e aceitar todas as perguntas.
O maior erro do ser humano não é o vacilo que muitas vezes comete,
 mas se submeter a cegueira para obter somente a resposta que lhe interessa...

(Fernanda Gaona)


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