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9.11.14

Verbetes poéticos...

Separação: Um tchau comovido por não prever um oi tão cedo.

Suspiro: Gemido produzido por ser vivo quando sobra felicidade
ou tristeza do lado de dentro dele.

Talvez: Resposta pior do que 'não', uma vez que ainda deixa, meio bamba, uma esperança.

Tédio: Um nada por dentro que não deixa ver nada lá fora.

Tolerância: O tamanho do elástico da paciência da pessoa.

Único: Tudo que, pela facilidade de virar nenhum, pede cuidado.

Universo: Um só verso que contém toda a poesia desse mundo.

Verdade: Aquilo em que você acredita, mesmo que eu acredite no contrário.

Verso: Frase dita por algum deus, por intermédio de algum poeta.

Vírgula: A respiração da ideia.

Xereta: Quem invade a risca imaginária que divide o pedaço que só diz respeito a outro.

Xerox: Multiplicação que não é milagre por ser de papel e não de pães.

Zangado: Anãozinho da Branca de Neve que baixa na gente de vez em quando.


(do livro 'Pequeno Dicionário de Palavras ao Vento' - Adriana Falcão)


8.11.14

Corrente em prol da leitura...BookCrossing Blogueiro!

O mundo atual é outro, não precisamos acumular livros
 para dizer que retemos conhecimento.
O conhecimento é maduro quando é compartilhado.
O conhecimento quando imaturo, morre junto com quem o deteve.
(Luma Rosa)



Se você possui algum livro que já leu e queira compartilhar,
participe da 9ª edição do BookCrossing Blogueiro,
que começou hoje e vai até 16 de novembro.
O objetivo é proporcionar o livre acesso à cultura e incentivar mais a leitura.
Esqueça propositalmente um exemplar ou mais,
em  metrôs, ônibus, bancos de praças e outros locais públicos (e protegidos).

Hoje de manhã, 'esqueci' 3 livros num parque municipal,
e é uma sensação muito boa.
Sinto como se tivesse presenteado a quem nunca vi...
 Participe você também desse desapego literário!




Ah, e não esqueça de deixar um bilhete anexado em cada livro, 
explicando que ele não foi perdido e sim deixado
para que outras pessoas 
tenham a chance de conhecê-lo, 
e que o mesmo deve ser lido e passado adiante...


Maiores informações no blog: Luz de Luma, yes party!

5.11.14

Alguém viu novembro chegar?

Há muitas explicações para esta sensação que temos de que o tempo está andando mais rapidamente. Uma delas é a de que o excesso de informação e os meios de transporte cada vez mais velozes são dois grandes responsáveis por esse sentimento de que o ano mal começa e já acaba. 
Fazemos num dia o que nossos bisavós só conseguiriam fazer em um mês. Perdemos a tolerância com a espera. Queremos tudo instantaneamente. Se não atendermos ao telefone até o segundo toque, quem chamou o desligará com impaciência. A pressa virou amiga da perfeição num mundo que quer tudo pra ontem. 
Temos que retreinar nossa mente para a concentração ao momento presente, ao que estivermos fazendo. Temos que reaprender a prestar atenção em quem estiver falando; em prestar atenção no que estivermos comendo ou bebendo; a dar atenção às pessoas...
Assim, é preciso arranjar tempo para pensar, planejar, orar, amar. É preciso viver. 
E sem concentrar a atenção nas coisas essenciais de cada momento, vegetaremos sem consciência crítica, sem qualidade de vida e estaremos nos desqualificando de nossa condição humana.
Preste atenção! Doe-se ao momento presente. Faça tudo com sentimento de fazer.

(Luiz Marins)



2.11.14

Colabore com seu biógrafo...

Faça, erre, tente, falhe, lute...
Mas, por favor, não jogue fora, se acomodando,
 a extraordinária oportunidade de ter vivido.
Tendo consciência de que, cada pessoa foi feita para fazer história.
Que todo ser humano é um milagre e traz em si uma revolução.
Que é mais do que sexo ou dinheiro.
Você foi criado, para construir pirâmides e versos,
descobrir continentes e mundos,
e caminhar sempre, com um saco de interrogações na mão
e uma caixa de possibilidades na outra...

(Nizan Guanaes)


Saudade...

Não permita que a vida passe,
sem que as pessoas saibam o significado
que elas tem pra você.
(Pe. Fábio de Melo)



 O dia de finados, (2/11),  é uma data para reflexão...
É uma  forma de manifestar a saudade, o respeito e o carinho
pelas pessoas  que já morreram. Deve ser para nós vivos, um eficaz ensejo para refletirmos sobre o sentido e a brevidade da vida presente...



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