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02 dezembro, 2014

Sublimar...

Às vezes, na estranha tentativa de nos defendermos da suposta visita da dor, soltamos os cães. Apagamos as luzes. Fechamos as cortinas. Trancamos as portas com chaves, cadeados e medos. Ficamos quietinhos, poucos movimentos, nesse lugar escuro e pouco arejado, pra vida não desconfiar que estamos em casa. A encrenca é que, ao nos protegermos tanto da possibilidade da dor, acabamos nos protegendo também da possibilidade de lindas alegrias. Impossível saber o que a vida pode nos trazer a qualquer instante, não há como adivinhar se fugirmos do contato com ela, se não abrirmos a porta. Não há como adivinhar e, se é isso que nos assusta tanto, é isso também que nos dá esperança.

(Ana Jácomo)

Feliz é quem consegue florir em tempos áridos.
(Ita Portugal)

17 comentários:

  1. Muito linda e reflexiva mensagem.Adorei! bjs tudo de bom,lindo dia! chica

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  2. Uma bela reflexão.....e quantos medos
    portas fechadas mas o coração acelera
    Gostei do texto bjuss minha querida com carinho de sempre

    Rita!!

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  3. Clau, a imagem é muito linda!
    Temos a tendência de fugir da dor... Mas precisamos ser corajosos o suficiente, para que desfrutemos de muitas realizações e alegrias...

    Beijos

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  4. Linda reflexão amiga Clau.
    Bjs-Carmen Lúcia.

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  5. Boa noite Clau,
    Adorei - «Feliz é quem consegue florir em tempos áridos.» - à primeira leitura li "feliz é quem consegue rir" - e pensei comigo: sim, rir alivia e espanta a dor... mas na segunda passagem (leio sempre, no mínimo duas vezes, para "digerir" bem a mensagem e acertar o que não ficou bem à primeira rrrrssss) é que li "florir", e refleti: "rir" não deixa de ser uma maneira de "florir", de conseguir ver o "copo meio cheio" e não "meio vazio", ou de encontrar em meio à aridez da vida, pequenas "flores" que nos sustentem de pé.
    No texto de Ana Jácomo, como não podia deixar de ser, uma reflexão perfeita da maneira como reagimos à dor. Confesso que quando me afundo, preciso de meu tempo de "cortinas fechadas" para purgar minha alma, apenas depois dessa etapa consigo passar à fase seguinte que será: "abrir janelas, respirar fundo e meter o pé fora de portas para ir em busca das flores que estejam na beira do caminho, para me florir a alma".
    Cada um tem seu jeito, suas etapas, mas sem dúvida, o tempo de isolamento deve ser o mais curto possível, senão corre-se o risco do sofrimento nos engolir e a gente "pifar".

    bjn amgo

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  6. Há sempre um tempo para o refúgio na dor, para o luto, e um tempo para a alegria, ou pelo menos para o arregaçar das mangas para partir em sua busca.Imagem linda!
    xx

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  7. Excelente pra refletir Clau!
    Sou muito fã dos escritos da Ana Jácomo, acredito que tenho quase todos eles.
    Todos os textos dela me faz pensar.
    Beijos e ótima semana!

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  8. Olá, querida Clau
    A sublimação é para os atentos à Vontade divina e os que são agraciados com o Dom da Fortaleza...
    Bjm fraterno

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  9. UN MENSAJE MUY COHERENTE!!!
    ABRAZOS

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  10. Sempre com uma delicadeza de densidade poética digna de registrar. Tocas o lado mais soft do coração!... bjs

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  11. Não se consegue fugir da dor porque não há portas capazes de impedi-la de entrar. Assim, melhor mesmo é deixar que venha, se for o caso, e viver os momentos em que nos acompanha. Da mesma forma, quando se está aberto para a vida, não se fica imune às alegrias. Elas chegam. E estas podemos abraçar sem pensar no tempo.
    Não é mesmo fácil florir quando temos a terra seca, mas até com lágrimas ela se alimenta para proporcionar renascimento. Bjs.

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  12. Lindo e verdadeiro o sentido desse texto, amei!

    Beijos

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  13. Oi Clau

    Não temos o poder para prevermos os per causos da vida,então o sofrimento tb é aprendizado.

    bjokas com carinho =)

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  14. Pela mesma estrada que caminha a dor, caminha também a alegria...

    Um abraço, Clau!

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  15. É mesmo assim Clau, as vezes só queremos nos calar e ficar no silêncio
    só refletindo. Parabéns pelo poster, bom para reflexão. Bjs

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  16. Interessante. Eu nunca fugi da dor, mas eu fujo das pessoas muitas vezes em meio à dor para não correr o risco de machucá-las (acredite, estou na lista negra de um número considerável de pessoas que magoei e perdi em momentos de ausência de insanidade e total impulsividade), então é como quando uma peça de teatro acaba. Fecho as cortinas, apago as luzes e espero o momento propício para poder viver um novo espetáculo. Na esperança de ser um espetáculo bom.
    Florir em tempos áridos nunca foi tarefa para mim, sou transparente demais e quando estou mal fica evidente para todo mundo. Sempre achei que seria hipocrisia de minha parte ficar sorrindo um sorriso de Coringa para que minha depressão não atinja os outros ou para provar que sou forte.
    Posso ser, mas nem sempre estou.

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  17. Correção: ausência de sanidade. rs

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